Publicado por: Albanira Coelho | 21/10/2010

Uruará protesta contra casos de violência

População foi às ruas pedir mais segurança

Todos os dias são registrados cerca de três assaltos em Uruará, município localizado há 900 quilômetros de Belém, no oeste do Estado. O problema preocupa autoridades e população que vive assustada com o medo freqüente da violência. Os empresários têm sido os maiores prejudicados. Lojas são alvo dos bandidos e os prejuízos incalculáveis.

Ontem, ( 20/10) cansados de apelar e não ter resultados positivos, aproximadamente cinco mil pessoas foram às ruas protestar. Vestidos de preto, pediam segurança. “Não podemos mais conviver com esse descaso. A polícia não tem mais autoridade aqui”, desabafou um comerciante que preferiu não ter o nome revelado.

Revolta é o que a população sente diante de tanta violência. A dona de casa Neide Barbosa diz que sua casa foi invadida por ladrões que levaram vários objetos. “Até quando a gente vai perder as coisas que conseguimos com suor do nosso trabalho”.

O autônomo Ronilson de Oliveira expressou sua indignação dizendo que merece respeito das autoridades porque sempre pagou fielmente seus impostos e quer apenas segurança para ele e a família.

O município que tem quase 50 mil habitantes. Segundo dados da Polícia Civil, só no último final de semana oito motos foram roubadas e três estabelecimentos comerciais assaltados. Números que segundo o prefeito da cidade, Eraldo Pimenta, são o reflexo da falta de condições de trabalho enfrentada pela polícia.

Eraldo Pimenta disse ainda que um documento será elaborado e entregue à governadora Ana Júlia Carepa e ao presidente Luís Inácio Lula da Silva com solicitações de equipamentos, viaturas e pessoal para as polícia militar e civil que atuam na cidade.

Com vaga para 7 detentos, a delegacia da cidade abriga 16 presos. Quatorze estão à espera de autorização do Centro de Recuperação de Altamira para serem transferidos. Segundo a polícia, desde o ano passado 210 presos já foram transferidos para Altamira, uma média de 10 por mês. Sem condições de atender a demanda os policiais se dividem. Atualmente o quadro de servidores é composto por 34 militares, um delegado, um investigador e um escrivão.

A manifestação serviu também para que muitos pedissem justiça para crimes antigos. Á espera da prisão do assassino da filha adolescente de 15 anos, dona Vilma Cavalcante caminhou todo o percurso. A filha foi violentada estrangulada e morta. Ainda teve o corpo escondido e queimado em um matagal pelo próprio namorado, há quase um ano. (Odair Oliveira).

 


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