Em operação que começou nas primeiras horas da manhã de hoje, aproximadamente 400 homens da Polícia Militar, comandados pelo tenente-coronel Jairo Mafra Mascarenhas, desocuparam uma área localizada às margens da rodovia estadual Fernando Guilhon, que estava sendo ocupada por mais de duas mil pessoas há quatro meses.

A operação cumpriu uma determinação da justiça de Santarém, expedida pelo juiz Silvio César dos Santos Maria, titular da 8ª Vara da Comarca local, que deu liminar ordenando a retirada imediata dos invasores.

Além da Polícia Militar, participaram da operação 27 policiais civis, homens do Corpo de Bombeiros, policiais do Grupamento de Choque da capital do Estado, fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), do Ibama e agentes da Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito (SMT).

Como suporte para ajudar na retirada dos invasores, os policiais utilizaram máquinas da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) e contaram com a presença de três oficiais de justiça. Apesar da revolta das famílias que já estavam instaladas no local, não houve violência e nenhum dos invasores tentou resistir à ação da polícia.  

Com uma criança no colo e aos prantos, a senhora Lucélia Amorim da Silva implorava para que os policiais não derrubassem sua pequena barraca de madeira e lona. “Não tenho para onde ir com meus dois filhos, isso aqui é tudo o que eu tenho, gente, tenham piedade das minhas crianças”, dizia a mulher.

Ela foi amparada por outras pessoas que ocupavam a área e até recebeu palavras de conforto de um dos militares que participava da operação. “Dói no coração da gente, pois quem é pai ou mãe sabe o que essa senhora está passando, mas não tem ouro jeito, a ordem da justiça tem que ser cumprida”, disse o militar. A liminar que resultou na operação foi solicitada pelo procurador Jurídico do Município, Isaac Lisboa Filho, com base nos danos ambientais que os invasores estavam provocando no local.

Durante a ação, todos os veículos que trafegavam pela Fernando Guilhon eram obrigados a parar numa barreira montada pelo Pelotão de Trânsito da PM e por agentes de trânsito da SMT, com a finalidade de garantir segurança de todas as pessoas que estavam dentro da área. Aos poucos as máquinas foram derrubando as barracas e cercas que já existiam no local.

Enquanto isso, um pequeno grupo de invasores seguiu para a frente Prefeitura, onde fez um manifesto contra a desocupação e ao mesmo tempo pedia apoio do governo municipal para as famílias que foram retiradas do terreno.

Alguns dos manifestantes eram os mesmos que no último sábado, depois que foram avisados de que a polícia iria desocupar o terreno, tentaram invadir o prédio da Prefeitura e acabaram contidos pela PM. No final da tarde de ontem, o prédio da prefeitura continuava isolado e guarnecido por viaturas do Tático, mas os manifestantes haviam dispersado. (Juscelino Ferreira).  

A manifestação reuniu movimentos sociais, ambientalistas, estudantes e indígenas em frente a sede do Ibama em Altamira. Com narizes de palhaço, camisetas com dizeres Xingu Vivo, além de faixas e cartazes as pessoas demonstravam repúdio à implantação da barragem de Belo Monte.

Em cartaz os manifestantes chamavam os chefes dos governos federal, estadual e municipal de traidores. Uma carta do bispo da prelazia do Xingu D. Erwin Krautler foi lida. Na carta o líder da igreja católica falava sobre o encontro com o presidente do Ibama onde expressou o que pensa sobre a barragem, e que solicitou a anulação da Licença Prévia. D.Erwin também mostrou seu apoio ao movimento chamado de vigília, e que aconteceu simultâneamente em Altamira, Santarém e Belém.

Durante o manifesto pacífico, outras pessoas falaram. Herculano de Oliveira, ribeirinho e líder da comunidade Riozinho do Anfrísio disse que todos no médio Xingu estão unidos contra a implantação da hidrelétrica. O ribeirinho afirmou que se isso acontecer, muita gente vai perder uma vida de trabalho, além de não saberem para onde ir. Cândida Juruna falou em nome de sua comunidade indígena. Segundo ela todos na aldeia estão prontos para defender suas terras e que ninguém por lá se mostra favorável a construção da barragem.

No local da vigília a presença de policiais militares e federais, que continuam reforçando também a vigilância na sede do Ibama e da Eletronorte. Uma forma de prevenir atentados como aconteceu na terça-feira, 2,  quando foram jogadas bombas caseiras em um dos prédios da Eletronorte em Altamira.

Reforço indígena.

Quarenta e cinco índios já tomam a sede da Funai em Altamira. Estava prevista para o fim de semana a chegada de mais 200 índios e se nada for feito para anular a licença prévia, a expectativa é que aproximadamente cinco mil índios desembarquem na cidade. Os índios estão dispostos a manifestar contra a instalação da hidrelétrica até as últimas conseqüências. Um dos manifestantes de pré-nome Luíz garante que: “vamos lutar até a morte para salvar o Xingu”. (Odair Oliveira, de Altamira).

Cinco anos após o assassinato da missionária Dorothy Stang, o fazendeiro acusado de ser o mandante do crime voltará à cadeia. A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou o habeas corpus com o qual a defesa de Vitalmiro Bastos de Moura pretendia mantê-lo em liberdade.

Condenado a 30 anos de reclusão em regime fechado pelo Tribunal de Júri do Pará, Vitalmiro foi absolvido no segundo julgamento e teve o direito devido à pena ter sido superior a 20 anos. Com a absolvição, o fazendeiro foi colocado em liberdade por decisão do STJ.

No entanto, um recurso do Ministério Público ao Tribunal de Justiça paraense conseguiu anular a absolvição, com novo decreto de prisão, o que levou a defesa a impetrar Habeas Corpus para mantê-lo em liberdade.

O relator do HC, ministro Arnaldo Esteves Lima concedeu liminar, mantendo a liberdade do acusado até o julgamento do mérito do Habeas Corpus, o que ocorreu hoje. No julgamento, o ministro votou pela manutenção de Vitalmiro em liberdade. Para o relator, tecnicamente, o fazendeiro se encontra absolvido pela Justiça do Pará.

O ministro Felix Fischer, contudo, discordou. Os motivos da prisão cautelar persistem, a imputação com as peculiaridades concretas evidenciam a necessidade da segregação. Os demais ministros acompanharam a divergência.

O crime – Dorothy Stang foi assassinada na manhã de 12 de fevereiro de 2005, no município de Anapú, na Transamazônica. Ela trabalhava há mais de 30 anos em defesa das causas ambientais e dos trabalhadores sem terra e denunciou várias ameaças de morte que recebia por conta de sua luta contra a violência fundiária e a grilagem de terra. (Odair Oliveira).

O co piloto Felipe Teixeira de 27 anos, vítima do acidente aéreo ocorrido no dia 25 de janeiro teve que passar por nova cirurgia.  Felipe é a única vítima do acidente que continua internada no hospital regional da transamazônica, em Altamira.

De acordo com membros da equipe médica que acompanha o quadro clínico do piloto, seu estado de saúde é estável. O co-piloto teve que passar por uma nova cirurgia para correção do fêmur. Parte bastante atingida no impacto do avião com o solo. Segundo o cirurgião uma técnica específica na ortopedia deverá dar maior resultado na recuperação de Felipe.

A previsão de alta é de três dias. O avião bandeirantes da empresa Piquiatuba táxi aéreo, levava empresários e funcionários da empreiteria Andrade Gutierrez para um debate sobre a implantação da hidrelétrica de Belo Monte.

O acidente aconteceu na fazenda Rosinha, dentro do município de Senador José Porfírio. Na aeronave haviam 8 passageiros e dois tripulantes. O piloto Carlos Navarro e o empresário Luís Rebelo morreram na hora. As investigações sobre as causas do acidente continuam e devem ter desfecho nos próximos meses. (Odair Oliveira).

Publicado por: Albanira Coelho | 04/02/2010

Licença Prévia para Belo Monte é assinada.

A licença prévia número 342/2010 assinada pelo ministro do meio ambiente Carlos Minc na última segunda-feira foi suficiente para animar todos que estão envolvidos e defendem a implantação da usina hidrelétrica de Belo Monte no Rio Xingu. Diante desse primeiro passo, agora existe uma expectativa sobre o leilão que deverá acontecer em dois ou três meses.

A licença de 9 páginas traz solicitações do Ministério do Meio Ambiente sobre as questões que deverão ser atendidas pela concessionária que vier concorrer ao leilão para os 11 municípios que fazem parte do complexo. Principalmente os que sofrerão impáctos diretos: Altamira, Brasil Novo e Vitória do Xingu.

As contrapartidas devem somar valores em torno de R$ 1,5 bilhão. Atendendo necessidades como de infra-estrutura urbanas de saneamento, habitação, estradas entre outras. O leilão estava marcado para Dezembro passado, mas teve que ser adiado pela falta da própria licença ambiental. Belo Monte tem sido a grande discussão dos últimos meses. Tanto em nível regional como nacional. A usina deverá gerar 11 mil megawatts. Será a terceira maior do mundo. Segunda do País, perdendo apenas para a segunda mundial, Itaipú, no rio Paraná, fronteira com o Paraguai. É uma obra gigantesca orçada em cerca de 20 bilhões de reais. Minc negou que haverá desastre. Segundo ele, os benefícios diversos oferecidos em troca aos municípios de entorno da barragem vão amenizar o impacto.

Movimentos Contrários se mobilizam para impedir obra

Os movimentos sociais contrários à implantação da barragem, ao ser anunciada a licença prévia, já iniciaram uma busca frenética a recursos que possam derrubar a autorização do ministério do Meio Ambiente. Representantes do Ministério Público, por exemplo, vêem a possibilidade de recorrer aos tribunais internacionais de direitos humanos para barrar o início das obras.

Como fez na época das audiências públicas, membros do MPF acham que ainda não é hora para ser aprovado tamanho empreendimento da forma que o processo foi conduzido até agora. É preciso mais conversas, mais audiências, principalmente nos municípios afetados pelo projeto e que ainda não foram feitos estes encontros com os moradores.

Parte dos indígenas e ribeirinhos também questionam o empreendimento, que vai inundar uma área de 516 mil quilômetros quadrados. Os movimentos em Altamira já se mobilizam para que na próxima semana uma manifestação aconteça.

Esperança em dias melhores

A notícia sobre a licença prévia dada pelo Ministério do Meio Ambiente na segunda-feira, 1, deu ânimo à população e empresários de Altamira e região Transamazônica. A euforia tomou conta de todos que são favoráveis a implantação da hidrelétrica. Para Vilmar Soares, coordenador do Fort Xingu, Fórum de Desenvolvimento Econômico e Sócio-ambiental da Transamazônica e Xingu, movimento que vem dando apoio total ao empreendimento, a notícia era aguardada com muita ansiedade por todos que esperam ver uma região desenvolvida no sentido econômico e que foi ameaçada por diversas questões.

Para Vilmar essa é a o falada “luz no fim do túnel”, que brilha. O Isaías Barros, presidente da ACIAPA – Associação Comercial Industrial e Agro Pastoril de Altamira, comentou sobre alguns dos problemas enfrentados pelo município, entre eles infra-estrutura urbana de Altamira, principalmente nos bairros próximos aos igarapés que cortam a cidade.

Segundo ele a falta de qualidade das moradias que circundam a região baixa de Altamira, onde vivem aproximadamente 8 mil famílias deixa, para quem visita a cidade, uma imagem negativa. Isaías também lembrou o desemprego que atinge atualmente 12 mil pessoas, a maioria em razão do fechamento das indústrias madeireiras em Abril de 2008 e a crise na pecuária vivida no ano passado e que até agora não foi totalmente regularizada. (Odair Oliveira, de Altamira).

Publicado por: Albanira Coelho | 02/02/2010

CBF confirma Pantera e Botafogo em Santarém

Depois de muita polêmica e de uma verdadeira corrida contra o tempo por parte da Prefeitura de Santarém e da diretoria do São Raimundo, no final da tarde da ontem a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou a realização do jogo entre São Raimundo de Santarém e Botafogo do Rio de Janeiro, pela Copa do Brasil, para o estádio Barbalhão.

Uma comissão formada por militares do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar vistoriou o estádio na manhã de ontem e constatou que as principais adequações exigidas pelo Estatuto do Torcedor já estão sendo feitas, como por exemplo, a instalação de câmeras de segurança.

Toda a vistoria foi acompanhada de perto pelo diretor técnico da Federação Paraense de Futebol (FPF), Paulo Romano, por representantes do governo municipal, por diretores do São Raimundo e pelo ex-técnico do clube e atual diretor do estádio, Lúcio Santarém.

Ao final da vistoria era grande a expectativa pelo parecer da comissão, chefiada pelo tenente coronel Osmar, da Polícia Militar e pelo tenente coronel Daniel Rosas, do Corpo de Bombeiros, porém, a decisão ainda dependia de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) que deveria ser assinado pela Prefeitura de Santarém junto ao Ministério Público do Estado (MPE), o que só aconteceu no início da noite, depois de uma longa reunião.

De acordo com o tenente coronel Osmar, o governo municipal se comprometeu em atender as exigências básicas apresentadas pela CBF, com base no Estatuto do Torcedor, porém, há algumas exigências cujo cumprimento não será possível de imediato, como por exemplo, a instalação de cadeiras, por isso a necessidade da assinatura de um TAC.

Já o secretário municipal de Planejamento, Everaldo Martins Filho, saiu da reunião afirmando que para o jogo entre São Raimundo e Botafogo a parte do estádio conhecida como geral será liberada para os torcedores, pois a obra definitiva que prevê a construção de arquibancadas, só deve ficar pronta dentro de 180 dias.

Um dos itens previstos no TAC é que a capacidade do estádio será de 16 mil torcedores e não mais de oito mil como queria a CBF, caso não fossem providenciadas as adequações. Para o médico Alberto Tolentino Filho, diretor de futebol do São Raimundo, com a assinatura do TAC foram afastadas todas as possibilidades de o jogo entre o Pantera e o Botafogo não ser realizado em Santarém.

Ele comemorou o que considerou como uma vitória do torcedor do São Raimundo e conclamou os santarenos a irem ao estádio, no próximo dia 10 de fevereiro, quarta-feira, incentivar o São Raimundo contra o Botafogo.

Segundo o que determina o Estatuto do Torcedor, para receber partidas de competições organizadas pela CBF, como é o caso da Copa do Brasil, os estádios devem comportar no mínimo 10 mil torcedores sentados, por isso uma das exigências para a liberação do Barbalhão foi a instalação de cadeiras numeradas no lugar da geral. Toda a obra de reforma do estádio, segundo o secretário Everaldo Martins Filho, está orçada em 1,5 milhão. (Juscelino Ferreira).

Publicado por: Albanira Coelho | 30/01/2010

Belo Monte – Licença prévia sai segunda-feira

Nesta segunda-feira, 01, o Diário Oficial da União publica a licença prévia do projeto Belo Monte. Ontem, conforme notícia publicada no Globo (Leia aqui), o Ibama liberou a licença para iniciar o empreendimento. A informação foi confirmada neste sábado pelo empresário Dino Barilli (foto), ligado ao Consórcio Belo Monte, em Altamira.

A liberação da licença prévia provocou grande movimentação na região do Xingu, onde a usina será construída, tanto que ontem diversas autoridades e empresários estiveram em Altamira, num jatinho lotado, para conhecer detalhes do projeto, cuja licitação deverá ocorrer possivelmente até o dia 15 de março. Para Dino Barilli, o projeto Belo Monte significa a “redenção do país e do Pará”.

A usina Belo Monte será construída no rio Xingu, próximo a Altamira, e terá capacidade para gerar mais de 11,2 mil megawatts de energia elétrica. Segundo o Ministério de Minas e Energia, Belo Monte será a terceira maior usina hidrelétrica do mundo, ficando atrás apenas da chinesa Três Gargantas, que tem capacidade de gerar 22.400 megawatts, e de Itaipu, que fica na fronteira entre Brasil e Paraguai e que tem capacidade para 14 mil megawatts.

Leia mais sobre a repercussão desta notícia, no blog do Piteira, clicando aqui.


Foto: Juscelino Ferreira

Comissão formada por moradores das comunidades Arapemã, Fátima do Urucurituba e São Siríaco do Urucurituba, situadas à margem esquerda do Rio Amazonas, no município de Santarém, procurou a imprensa para mais uma vez denunciar a falta de respeito dos comandantes de navios cargueiros que sobem e descem o Rio Amazonas, dia e noite, provocando enormes ondas que destroem pequenas embarcações e levam outras a pique.

De acordo com os ribeirinhos, todos os dias, entre 10 e 12 navios trafegam em frente às comunidades, provocando ondas que causam grande destruição nas margens do rio.

Além de naufragar pequenas embarcações e de destruir pontes e canoas, as ondas também agravam o fenômeno chamado terras caídas, pois ao se chocarem violentamente com a margem do rio provocam o desbarrancamento do solo.

Essa situação foi testemunhada pelo repórter Juscelino Ferreira do Diário do Tapajós que há duas semanas esteve na região do Urucurituba fazendo reportagem sobre as terras caídas. Ficou comprovado que nenhum dos navios que passa em frente às comunidades reduz a velocidade, embora seus comandantes saibam que ali existem comunidades e que as ondas prejudicam os ribeirinhos.

O morador Manuel José Rêgo, da comunidade São Siríaco, o problema gerado pelos navios já foi levado ao conhecimento da Delegacia Fluvial de Santarém, mas aquele órgão nunca tomou qualquer providência. “Nós já pedimos ajuda aos vereadores (de Santarém), à Marinha e até ao Governo do Estado, mas ninguém fez nada em nosso favor”, lamenta.

Manuel conta que a Marinha prometeu fiscalizar o tráfego de navios na região, mas antes solicitou que os moradores fizessem um abaixo assinado e encaminhassem à Delegacia Fluvial de Santarém relatando o problema.  

Todos os dias vários navios, carregados com bauxita (de Juruti e Porto Trombetas) e com contêineres da Zona Franca, passaram pela região do Urucurituba, provocando grande alvoroço entre os moradores que para não verem seus barcos e canos naufragarem ou serem destruídos, obrigam-se a retirá-los para o meio do rio, onde a força das ondas é menor.

Isso ocorre a qualquer hora do dia e da noite, tanto que as pessoas são obrigadas a passar noites em claro para proteger suas embarcações. Pelo menos três barcos já naufragaram na região por causa das ondas provocadas por navios cargueiros. (Juscelino Ferreira).

Publicado por: Albanira Coelho | 29/01/2010

Invasão: juiz determina retirada de invasores

O juiz da 8ª Vara Cível de Santarém, Silvio César dos Santos Maria concedeu liminar, solicitada pela Procuradoria Jurídica do Município, determinando a retirada imediata de todas as pessoas que ocupavam uma extensa área de terra, com mais 1.500 hectares, localizada na margem da rodovia Fernando Guilhon, pertencente ao empresário Paulo Corrêa.

A liminar foi cumprida na quarta-feira, 27. O pedido do procurador Isaac Lisboa foi para reparar danos ambientais, visto que os invasores estavam destruindo completamente uma reserva ambiental e um manancial ali existente. Em sua decisão, o juiz determinou a expulsão dos invasores, a proibição de queimadas, bem como a construção de casas e determinou ainda que sejam aprendidas máquinas e equipamentos que ali se encontrassem e que pudessem causar algum dano ao meio ambiente.

Na semana passada, usando o poder de polícia que a Constituição Federal confere ao município, a Procuradoria Jurídica determinou a derrubada de várias casas (em alvenaria) construídas na invasão. Várias tentativas de desocupação da área já foram tentadas mas até então os invasores não aceitavam deixar o local, que já haviam denominado de Império do Tapajós.

Conforme os próprios invasores, muitas das pessoas que ali se encontravam, invadiram as terras sem necessidade, pois muitos têm residência fixa e estavam ali para se beneficiar e vender os lotes. “Verdadeiro comércio foi criado aqui. Tem gente que possui até 10 lotes e tá vendendo a hum mil reais cada”, disse à reportagem um invasor que não quis se identificar.

A decisão do juiz Silvio César dos Santos não interfere na ação de reintegração de posse que está sendo movida pela família Corrêa. Essa decisão é pela prática de crime ambiental por parte dos invasores. A área invadida representa 1/5 da área urbana de Santarém, e essa invasão se arrasta há pelo menos 4 meses. (Vanderley Colares).

Publicado por: Albanira Coelho | 29/01/2010

Professora Maria do Carmo é candidata a prefeita de Mojuí

O último domingo foi histórico para o recém criado município de Mojuí dos Campos, no Oeste do Pará, pois foram realizadas as convenções partidárias que definiram os candidatos a prefeito e a vereadores daquele que é o mais jovem município do Pará.

A disputa, marcada para o dia 28 de março deste ano, terá três candidatos a prefeito. A professora Maria do Carmo Félix é a candidata da coligação encabeçada pelo PMDB, tendo como candidato vice o líder comunitário e atual presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Santarém, Antônio Valdir de Oliveira (PT). O grupo liderado por Maria do Carmo é composto por sete partidos, sendo PMDB, PT, PR, PV, PSC e PSB.

A convenção que definiu as candidaturas de Maria do Carmo e Antonio Valdir, realizada no Clube Beira Rio, foi histórica, pois reuniu nomes importantes dos partidos coligados, dentre eles o presidente do PMDB em Santarém, deputado Antonio Rocha e o vice-prefeito de Santarém, José Antonio Rocha. Representando o partido a nível estadual, marcou presença no encontro o ex-deputado José Priante.

O deputado estadual Joaquim Passarinho também se fez presente. Além deles, a prefeita de Santarém, Maria do Carmo (PT) e o prefeito de Belterra, Geraldo Pastana (PT) também estiveram presentes. 

De acordo com a resolução baixada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para disciplinar a eleição, no dia 03 de fevereiro, 53 dias antes das eleições, termina o prazo para que os candidatos solicitem seus registros no Cartório Eleitoral, caso os partidos e coligações não os tenham requerido no dia 1º de fevereiro.

Segundo ainda a resolução, o período de propaganda eleitoral deve começar no dia dois de fevereiro, 54 dias antes da eleição. Já a posse dos eleitos foi marcada para o dia 30 de abril, 33 dias depois da eleição. Mojuí dos Campos, localizado a 37 km de Santarém, é o terceiro município que nasce, em menos de 15 anos, a partir do desmembramento de antigos distritos santarenos. Os mais recentes foram Belterra e Placas, ambos criados há 13 anos.

Publicado por: Albanira Coelho | 29/01/2010

Entre Itaituba e Juruti: AMUT quer abertura de linhão e rodovia

O projeto prevê a ligação entre as duas cidades, contemplando o abastecimento energético de Juruti. O presidente da Associação dos Municípios da Transamazônica e Santarém-Cuiabá (AMUT), Roselito Soares, confirmou que já existe um projeto prevendo a construção de um linhão de energia elétrica entre os municípios de Itaituba, no Sudoeste do Pará e Juruti, na Calha Norte.

De acordo com Roselito, que também é o prefeito de Itaituba, as conversações com a Prefeitura de Juruti, bem como com a multinacional Alcoa, estão bastante adiantadas, tanto que no próximo mês de fevereiro os representantes da empresa devem reunir com o presidente da AMUT em Itaituba para discutir o projeto.

Na visão de Roselito, a solução para o problema energético que a Alcoa enfrenta em Juruti é a interligação, por meio de um linhão, entre os dois municípios. “Nós já estivemos em Juruti, conversando com o prefeito Henrique Costa e com os gerenciadores da Alcoa sobre a possibilidade de nós puxarmos energia de Itaituba para atender tanto a população jurutiense quanto a Alcoa, pois hoje aquela empresa consome energia fornecida por motor a diesel”.

Ele lembrou que a energia consumida em Itaituba é proveniente da Hidrelétrica de Tucurui, portanto, é firme e segura, tanto que a empresa produtora de cimento instalada naquele município consegue produzir uma média de 1 milhão de sacos do produto por mês.   

E junto ao projeto do linhão, os dois municípios e a multinacional já projetam a construção da rodovia estadual PA-192 (Transjuruti) que vai ligar Itaituba a Juruti. “Nós acreditamos na possibilidade de implantação, tanto do linhão quanto da PA-192”, disse Roselito Soares, ressaltando que a presença da Alcoa em Juruti, bem como da fábrica de cimento em Itaituba, também justificam a construção do complexo hidrelétrico do Tapajós que será composto por cinco usinas hidrelétricas, sendo uma em São Luiz do Tapajós, uma em Jatobá, outra em Cachoeira do Caí e duas no rio Jamanxim. 

Dados da própria AMUT mostram que além de municípios da Calha Norte, o Estado do Amazonas também tem interesse na construção do complexo hidrelétrico do Tapajós e do linhão a partir de Itaituba, pois alguns municípios do Estado vizinho, como Parintins e Maués ainda consomem energia produzida por motores a diesel.

E a própria Zona Franca de Manaus tem interesse na energia elétrica produzida no Pará, pois hoje somente a cidade de Manaus consome uma média de 1 milhão de litros de óleo diesel por dia para gerar energia elétrica. (Juscelino Ferreira).

 

Publicado por: Albanira Coelho | 27/01/2010

Serra Piroca: Prefeitura deve interditar a área

Na manhã de ontem, a prefeita Maria do Carmo, acompanhada de representantes da Defesa Civil Municipal e do Corpo de Bombeiros, visitou a Serra Piroca, na companhia também dos secretários Inácio Correa (Governo), Valéria Lima (Infraestrutura), Luiz Alberto (Segurança Cidadã) e Beto Frazão (Habitação), além de servidores da Secretaria de Meio Ambiente.

A visita foi marcada após a prefeita ter recebido, há três semanas, um relatório da Defesa Civil que identificou riscos de desmoronamento da serra. Para o Major Tavernar, comandante do Corpo de Bombeiros em Santarém, o local precisa ser interditado. “Nós percebemos caminhões que continuam entrando e fazendo retirada de areia. Isso não pode mais acontecer. Faz-se necessária uma intervenção imediata por parte dos órgãos fiscalizadores”.

Aldomiro Soares, presidente da Associação de Moradores da Matinha, disse que a preocupação é grande. “Já nem dormimos pensando no perigo que corremos. O problema é que alguns moradores resistem e não querem sair daqui porque moram há mais de 20 anos nesse local”.

Após verificar detalhes da situação, a prefeita Maria do Carmo anunciou que a Defesa Civil vai intensificar o trabalho de conscientização junto às famílias que, se aceitarem, serão retiradas de suas casas e levadas para um local seguro. “Vamos solicitar um laudo de uma empresa especializada para então decidirmos o que exatamente fazer em relação a este local; e impedir, com a ajuda do Ministério Público, que caminhões continuem a retirar areia daqui”. (Ascom/Prefeitura).

Publicado por: Albanira Coelho | 26/01/2010

Acidente aéreo: dois sobreviventes estão na UTI

Durante entrevista coletiva no final da tarde de hoje, o médico Eduardo Capatti, um dos que atendeu as vítimas do acidente com o avião Bandeirantes (PT-TAF), da Piquiatuba Táxi Aéreo, ocorrido na tarde de segunda-feira próximo a Senador José Porfírio, informou que dois dos oito sobreviventes encontram-se na UTI do Hospital Regional da Transamazônica, em Altamira.

Um deles, o engenheiro da empreiteira Andrade Gutierrez, Ricardo Muzzi Guimarães, 56 anos, está sedado e apresenta risco de morte. O argentino Oscar Raul Gonzalez, 60 anos, encontra-se fora de perigo, embora tenha quebrado a clavícula e sofrido trauma no crânio.

Ontem, ele Os outros seis estão fora de perigo, podendo receber alta a qualquer momento. Na coletiva à imprensa, os médicos Eduardo Capatti e Mário Franco Netto disseram que a agilidade da equipe de resgate foi fundamental para a sobrevivência dos tripulantes da aeronave. O bi-motor caiu por volta de 14h30 de segunda-feira numa área de pasto da fazenda Rosinha, de propriedade do Grupo Reicon, a 23 KM de Senador José Porfírio, no Sudoeste do Pará.

Na hora do acidente, morreu o comandante Carlos Alberto Navarro e o empresário Luis Rebelo faleceu logo em seguida. Os dois corpos foram transportados ontem de manhã para Belém. De acordo com nota técnica distribuída ontem à tarde pela direção do Hospital Regional da Altamira, o quadro de saúde dos sobreviventes é o seguinte: – Ricardo Muzzi Guimarães, 56 anos, natural de Belo Horizonte.

Apresenta trauma torácico grave, com hemotórax bilateral e contusão miocárdica, insuficiência respiratória, com tubo oro traqueal, sedação e mantida prótese. – Oscar Raul Gonzalez, 60 anos, natural da Argentina. Apresenta fratura bilateral de clavícula, com enfisema cutâneo, sem pneumotórax. Apresenta também fratura de úmero direito e trauma de crânio com hematoma periorbitário.

Resultado de tomografia normal. – Felipe Teixeira, 27 anos, natural de Belo Horizonte. Apresenta trauma de face (partes moles) já operado e fratura fechada de fêmur esquerdo. – José Eduardo Kauark Leite, 46 anos, natural de Belo Horizonte. Apresenta trauma de face já suturado. – Flávio David Barra, 47 anos, natural de Abaetetuba. Apresenta trauma em membro inferior esquerdo, já suturado, dor abdominal, hematoma muscular detectado na tomografia, sem fratura. – Marco Filho Pinto, 46 anos, natural de Belo Horizonte. Apresenta contusões musculares, sem outras lesões.

- Sérgio Quintanilha Camargo, 63 anos, natural de Belo Horizonte. Apresenta trauma de face, já suturado. – Paulo Fabrício dos Santos, 33 anos, natural de Belém. Apresenta trauma de pelve, sendo resultados de tomografia e raios-x normais.

Tragédia repercute em Santarém

A morte do comandante Navarro e do empresário Luis Rebelo foram motivos de conversas entre diversas pessoas que participaram, na manhã de ontem, do seminário sobre a criação do Estado do Tapajós, no auditório da Associação Comercial e Empresarial de Santarém.

Prefeitos, vereadores e principalmente empresários se referiam à perda do empresário e do piloto que comandou aeronaves da família do vice-prefeito da cidade, Delano Riker, falecido em 2008. Delano Riker Júnior, disse que o comandante Navarro era um profissional muito competente, que lhe ensinou a pilotar. “Eu ainda voei com ele neste mesmo avião até julho do ano passado”, disse.

O empresário Luiz Rebelo Neto também tocava negócios em Santarém. O grupo Reicon possui na cidade postos de revenda de cimento e gás de cozinha, além do escritório da empresa de navegação. A firma arrenda uma área da CDP, ao lado das Docas do Pará e mantém uma base de abastecimento da Petro Amazon no bairro da Prainha.

Em e-mail enviado ao blog do Jeso, Zíngara Azevedo, ex-secretária da diretoria do Grupo Reicon, considerou Luis Rebelo “uma pessoa genial, inteligente, humilde, e exemplo de competência, dignidade perseverança e empreendedorismo”. (José Ibanês).

Publicado por: Albanira Coelho | 26/01/2010

Sobreviventes continuam internados no Hospital Regional de Altamira

Os oito sobreviventes do acidente de ontem com o avião Bandeirante da Piquiatuba Táxi Aéreo, em Senador José Porfírio, continuam internados no Hospital Regional de Altamira, para onde foram levados ontem à tarde.

A informação foi repassada há pouco pela assessora da diretoria daquele hospital, Eliane Moretz, com base no boletim médico expedido às 9 horas de hoje. Ela adiantou que às 14 horas será expedido o segundo boletim médico com informações sobre os pacientes e às 16 horas o diretor geral da unidade, Dr. Rogério dará uma coletiva à imprensa sobre o estado de saúde dos sobreviventes.

Eliane não deu qualquer informação adicional, descartando, assim, a possibilidade de haver uma terceira vítima fatal da queda do bi-motor ocorrida ontem, por volta de 14h30, numa área de pasto da fazenda Rosinha, de propriedade do Grupo Reicon, a 23 KM de Senador José Porfírio, no Sudoeste do Pará.

Na hora do acidente, morreu o comandante Carlos Alberto Navarro e o empresário Luis Rebelo faleceu logo em seguida. Os dois corpos permaneceram na fazenda durante a noite e seriam transportados hoje de manhã para Belém onde seria feita a necropsia.

Dos oito sobreviventes, o co-piloto e um engenheiro da Andrade Gutierrez apresentavam estado mais grave. Um deles estaria internado na UTI do Hospital Regional de Altamira, o que não foi confirmado pela direção da instituição. (José Ibanês).

Publicado por: Albanira Coelho | 26/01/2010

Senador José Porfírio: avião cai e mata duas pessoas

Um avião Bandeirante Cessna 210, da Piquiatuba Táxi Aéreo, empresa que tem sede em Santarém, caiu ontem, por volta das 14h30, numa área de pasto da fazenda Rosinha, que pertence ao Grupo Reicon, localizada no KM 23 da PA-167, município de Senador José Porfírio, sudoeste do Pará.

Na queda, morreram o comandante da aeronave e o empresário Luis Rebelo, proprietário da Reicon. Ficaram feridos com maior gravidade o co-piloto do avião e um engenheiro da empreiteira Andrade Gutierrez. Eles sofreram cortes no rosto e foram atendidos no Hospital Regional de Altamira. Os outros passageiros ficaram com escoriações pelo corpo.

De acordo com o Seripa – Serviço Regional de Investigações e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos -, o avião saiu de Belém às 12h58, com oito passageiros e dois tripulantes. Foi fretado para levar o empresário Luis Rebelo e representantes de outras empresas até a fazenda Rosinha onde haveria uma reunião para tratar sobre os detalhes do projeto de construção da hidrelétrica Belo Monte.

Conforme relato colhido junto aos sobreviventes, o comandante teria passado da pista de pouso e, ao retornar, o avião começou a perder altitude. O piloto teria tentado arremeter (subir novamente), mas não conseguiu fazer o avião pegar altura.

A queda aconteceu no pasto a uma distância em torno de 500 metros da sede da fazenda. Inicialmente se chocou com um monte (lêra) de terra, feito para limpar o terreno. Logo depois bateu num tronco de massaranduba, perdendo metade da asa direita, indo parar a uma distância aproximada de 50 metros do local da queda.

O empresário Luis Rebelo e o piloto morreram na hora. Quando viu que o piloto havia errado a posição da pista, Luis teria levantado da poltrona e ido até a cabine orientar o comandante que desceria pela primeira vez naquela pista. Com o impacto da queda, muitas cadeiras da aeronave foram arrancadas e arremessadas para a dianteira. Muitos passageiros não se feriram porque estavam usando o cinto de segurança.

O primeiro atendimento aos feridos foi feito por trabalhadores da própria fazenda. Um dos passageiros que saiu ileso do acidente, foi andando até a sede em busca de ajuda. Logo depois, equipes do Hospital Municipal de Senador Jose Porfírio, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros chegaram ao local para prestar socorro às vítimas. Até o final da tarde de ontem, três aviões e um helicóptero estavam na fazenda transportando os feridos para Altamira. Os dois corpos permaneciam no local do acidente até o final da tarde, aguardando liberação para serem levados para Belém.

Bombeiros do grupamento de Altamira também prestaram socorro às vítimas do acidente. Eles estavam em Senador José Porfírio dando apoio na realização do 18º Festival do Caratinga, aberto na última sexta-feira. Em outubro de 2008, outro avião – este com três pessoas a bordo – caiu em uma fazenda também no município de Senador José Porfírio, deixando duas pessoas feridas. (José Ibanês).

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