Publicado por: Albanira Coelho | 11/11/2009

Troca de cadáveres causa constrangimento

A troca de dois cadáveres no Centro de Perícias Cientificas Renato Chaves (CPC) em Belém, no último final de semana, provocou constrangimento em familiares de Valdeísa Tavares, que residem em Oriximiná.

O fato aconteceu quando o cadáver de Valdeisa, natural de Porto Trombetas, em Oriximiná, foi trocado pelo corpo de um homem ainda no CPC em Belém e enviado de avião a Santarém.

Familiares de Valdeisa relataram que perceberam a troca somente quando abriram o caixão que continha supostamente os restos mortais da ente. Ela foi assassinada há três anos, em Belém e, segundo familiares, através de exames realizados no Instituto Médico Legal (IML) na capital do estado, foi constatado que as ossadas encontradas recentemente seriam de Valdeisa.

O proprietário da funerária Recanto Verde, Ney Costa disse à reportagem do Diário que o cadáver veio na sexta-feira da semana passada de Belém para Santarém. Já no sábado, os familiares de Valdeisa levaram seus restos mortais para Oriximiná e quando abriram o visor da urna, verificaram que se tratava do corpo de um homem.

Ele garante que ao saber da troca de cadáveres, o IML de Belém ligou para os parentes da mulher, comunicando que os restos mortais de Valdeisa haviam sido trocados, além de embargar o enterro do corpo trocado, pois irão enviar o verdadeiro cadáver para Santarém.

 “A minha funerária ficou responsável de mandar o corpo de volta para Belém e receber o verdadeiro quando vier novamente da capital do Estado”, explicou o empresário, acrescentando que o corpo do homem foi enviado na noite de ontem para Belém. A previsão de que os restos mortais de Valdeísa cheguem a Santarém é a próxima sexta-feira. (Manoel Cardoso).

 

Publicado por: Albanira Coelho | 10/11/2009

Uruará:policia apreende armas, madeira e veículos em Macapuxi

O resultado de operação conjunta entre o Ibama e a Policia Ambiental do Pará, no último fim de semana foi uma das maiores apreensões de madeira, veiculo, motosserras e armas na região do Macapuxi, dentro do município de Uruará, a 180 quilômetros de Altamira, na rodovia Transamazônica. Os 27 policiais e agentes envolvidos na operação vieram de Belém especialmente para o serviço.

Macapuxi é uma região tida como terra de pistolagens. Vários crimes, resultado da luta pela terra e pela madeira encontrada na área, já aconteceram. Poucos policiais haviam entrado no local por ser uma área de risco. Alguns foram recebidos a bala pelos invasores. Com o acesso restrito, ingressar lá era um desafio para qualquer força policial.

Na operação realizada no último final de semana foram apreendidos quatro caminhões, três deles carregados com toras de madeira das espécies ipê e muiracatiara; dois tratores que serviam para a extração ilegal da madeira, além de sete motosserras e sete armas de vários calibres. Algumas até de fabricação caseira. Foram recolhidas também varias ferramentas como enxadas, foices e machados.

De acordo com o analista ambiental Francisco Xavier, o alvo da operação não é só Macapuxi, e sim toda a Transamazônica. Ele afirmou também que além de detectar madeira ilegal, é feita a verificação de empresas fantasmas. Só em Uruará foram descobertas 12 empresas que só existem  no papel. Na operação duas pessoas foram presas e encaminhadas à Delegacia de Policia de Uruará. Elas irão responder por porte ilegal de arma e crime ambiental. Todo o material apreendido ficará à disposição da justiça no pátio do Ibama em Altamira.

Na semana passada, outra fiscalização de rotina levou o Ibama a apreender uma quantidade de madeira em Altamira. O lote do produto florestal seria utilizado em uma construção que está sendo feita no centro da cidade. Segundo o órgão, o produto estava com a documentação irregular. 

Na nota que foi apresentada aos fiscais do IBAMA por ocasião do rastreamento, constavam doze metros de madeira serrada sem a especificação detalhada. Dizia apenas que era madeira da espécie “alexa grande”, ou melancieira como é conhecida. Os produtos florestais ficarão retidos no pátio do Ibama até o caso ser apurado. (Odair Oliveira).

Publicado por: Albanira Coelho | 10/11/2009

Altamira: maior município do mundo comemora 98 anos

“Terra amada e fecunda, rumo ao centenário” é o tema das comemorações dos 98 anos de Altamira, iniciadas na última quinta e que terminam neste sábado. Desenvolvido a partir da década de 70 com a abertura da rodovia Transamazônica, o município tem hoje sua importância marcada na história paraense.

Localizado à margem esquerda do rio Xingu, Altamira é reconhecida como o maior município do mundo, com área de 159.696 km², maior que vários países, entre eles Bangladesh (143 mil km²), Grécia (131 mil km²) e Portugal (92 mil km²).

A cidade de Altamira teve origem nas missões jesuítas no Século 18. Hoje são quase 100 mil habitantes, de acordo com o Censo de 2000. A economia da cidade é baseada na agricultura, com destaque para a produção de arroz, cacau, feijão, milho e pimenta do reino. O município também produz sernambi e castanha-do-pará.

Por falta de pavimentação das rodovias como a BR-230, a cidade fica isolada em um longo período de chuvas, que normalmente vai de dezembro a maio. Isso dificulta seu desenvolvimento industrial e prejudica o ecoturismo que tem um grande potencial, mas pouco explorado.

A região também apresenta seus produtos artesanais como cestas, louças, colares, cerâmicas. A população de Altamira é uma mistura de várias raças. Gente de todos os lugares do Brasil escolhem o município para morar.

O pedreiro Carlos Ferreira, 32 anos, diz que nunca sentiu vontade de mudar. Ele conta que quando sai da cidade, sempre bate a saudade de retornar à terra natal. “Nasci e me criei aqui. É aqui que quero construir minha família e até morrer”.

O vendedor Valdecir Gomes acredita em dias melhores para a região, com a vinda da hidrelétrica de Belo Monte. Segundo ele, esta será a única saída para a crise enfrentada na indústria madeireira, na pecuária e outras atividades econômicas, além da falta de emprego e o aumento da violência. Leia Mais…

Publicado por: Albanira Coelho | 05/11/2009

Invasores continuam ocupando terreno próximo ao Aeroporto

Centenas de pessoas continuam ocupando um terreno localizado na rodovia Fernando Guilhon, próximo ao aeroporto Maestro Wilson Fonseca, de propriedade da família do titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), Marcelo Corrêa. Os invasores afirmam que maioria das pessoas que estão instaladas no local são famílias que foram despejadas das casas onde moravam por não terem condições de pagar o aluguel.

O comandante da 16ª Zona de Policiamento (Zpol), major PM, João Carlos Costa de Sousa diz que a Justiça já concedeu direito de reintegração de posse do terreno à Família Corrêa, porém, a decisão ainda não foi cumprida porque a Polícia Militar de Santarém ainda aguarda uma determinação do Comando Geral em Belém.

De acordo com o comandante, já foi feito um levantamento da situação e do número de ocupantes existentes dentro da área. Ele acrescenta que após a conclusão desse estudo foi enviado um relatório para o Comando Geral da PM, para que a instituição se manifeste ou não com relação à retirada dos invasores.

“O estudo foi feito para verificar a quantidade de pessoas naquele local, mas também foi detectado que os ocupantes não ficam diretamente no terreno, pois a maioria já tem residência própria”, destaca o comandante, denunciando que grande parte das famílias de invasores está fazendo especulação imobiliária, ou seja, querendo outro terreno, para no futuro vender e lucrar economicamente.     

Um outro levantamento, este feito pela coordenação dos ocupantes, revela que aproximadamente 3. 500 famílias, num total de 7 mil pessoas, já adquiriram lotes dentro do terreno da Família Corrêa.  (Manoel Cardoso).

Publicado por: Albanira Coelho | 05/11/2009

Detran vai leiloar veículos apreendidos

O Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran) publicou no Diário Oficial do Estado (DOE)  edital notificando  proprietários de veículos que se encontram nos parques de retenção do órgão por mais de 90 dias. A medida é um alerta, pois Detran deve levar a leilão parte dos veículos que estão nos pátios do órgão em vários municípios do Pará. Santarém é um deles.

De acordo com fonte ligada à unidade do Detran em Santarém ainda não foi definida a data do leilão nem o número de veículos que serão leiloados, porém, o processo deve ser realizado ainda este ano. Entre 80 a 100 veículos deverão ser vendidos, entre carros e motocicletas que os donos deixaram de fazer a regularização. A meta do Departamento é esvaziar seus parques de retenção.

Em Santarém, o diretor da agência do Detran, Nilton Santos explica que os motivos de tanta apreensão de veículos quase sempre se repetem, são licenciamentos vencidos e multas não pagas. O diretor também informou que há dois anos não são realizados leilões de veículos em Santarém. 

O Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran) publicou no Diário Oficial do Estado (DOE)  edital notificando  proprietários de veículos que se encontram nos parques de retenção do órgão por mais de 90 dias. A medida é um alerta, pois Detran deve levar a leilão parte dos veículos que estão nos pátios do órgão em vários municípios do Pará. Santarém é um deles.

De acordo com fonte ligada à unidade do Detran em Santarém ainda não foi definida a data do leilão nem o número de veículos que serão leiloados, porém, o processo deve ser realizado ainda este ano. Entre 80 a 100 veículos deverão ser vendidos, entre carros e motocicletas que os donos deixaram de fazer a regularização. A meta do Departamento é esvaziar seus parques de retenção.

Em Santarém, o diretor da agência do Detran, Nilton Santos explica que os motivos de tanta apreensão de veículos quase sempre se repetem, são licenciamentos vencidos e multas não pagas. O diretor também informou que há dois anos não são realizados leilões de veículos em Santarém.  (Vanderley Colares).

Publicado por: Albanira Coelho | 05/11/2009

Fiscais do Ibama e policiais civis apreendem 127 quilos de cocaína

Operação conjunta da Polícia Civil com o Ibama, no município de Juruti, resultou na apreensão de 127 quilos de cocaína que eram transportados numa pequena embarcação pelo rio Amazonas, na manhã de ontem.

De acordo com os fiscais do Ibama, a intenção da equipe era flagrar crimes ambientais, como o transporte de tracajás ou ovos, práticas que são muito comuns nesta época do ano naquela região. Porém, ao abordarem a pequena embarcação, os ficais perceberam que era droga que vinha sendo transportada.

O material estava em poder do amazonense Carlos Malafaia e do peruano Ponchio Aristides. Eles estavam a bordo de uma bajara, embarcação comum nos rios da Amazônia e que é muito usada para o transporte de entorpecentes, de acordo com com dados da polícia.

Durante a abordagem Carlos Malafaia e Ponchio Aristides fugiram do local, mas deixaram seus documentos de identidade. A Polícia Civil fez a apreensão da droga e enviou o produto à Superintendência da Polícia Civil em Santarém.

O delegado regional Jardel Guimarães explica que Santarém faz parte da rota internacional do tráfico de drogas. Ele garantiu que a Polícia Civil vai intensificar ações de combate ao tráfico de drogas na região.(Vanderley Colares).

Publicado por: Albanira Coelho | 05/11/2009

Altamira:Mulher morre por não receber atendimento no Hospital

O militar aposentado do Exército, Edson Nascimento registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de Altamira, denunciando a direção do Hospital Regional da Transamazônica por omissão de socorro à esposa dele, a dona de casa Maria Rosicleide de Sousa, 34 anos, que morreu depois de ser impedida de entrar naquela instituição.

O militar conta que chegou por volta das 15 horas da segunda-feira, 2, ao Hospital Regional da Transamazônica, com a esposa nos braços. Conforme o relato do militar, Rosicleide sentia fortes dores no peito e estava tendo uma parada cardiorespiratória. Na portaria o casal foi proibido de entrar no hospital pelos seguranças de plantão, que teriam tratado mal o casal e mandado procurar outro hospital.

Edson resolveu ir até o Hospital Municipal de Altamira, aonde um médico tentou a reanimação, mas a mulher não resistiu e morreu. Maria Rosicleide deixou sete filhos. O marido pede justiça. (Odair Oliveira, correspondente em Altamira).

Publicado por: Albanira Coelho | 31/10/2009

Final da Série D: cinco horas de fila por ingresso

Gigantesca fila de torcedores parou o trânsito em frente à sede do São Raimundo durante o dia de ontem, em Santarém. Nem bem havia amanhecido e uma multidão de torcedores já se acotovelava em frente às bilheterias do clube para tentar comprar os ingressos da mais importante partida da história do São Raimundo: a final contra o Macaé do Rio de Janeiro. Pelas contas da Polícia Militar e da própria diretoria do Pantera, mais de seis mil pessoas enfrentaram a fila, o que resultou em oito mil ingressos vendidos somente no dia de ontem.

Por decisão da diretoria do clube santareno, por volta das 20 horas, as  bilheterias foram fechadas e as vendas foram interrompidas, para desespero de quem ainda aguardava na fila. “Eu estou na fila há cinco horas e só vou sair daqui quando estiver com o meu ingresso na mão. É cansativo, mas tudo vale a pena em nome do meu Pantera”, disse o torcedor Djalma Miranda. A diretoria do clube anunciou que na manhã de hoje será reiniciada a venda de ingressos, sem falar da quantidade que será colocada à disposição da torcida.  
E quem conseguiu comprar seu ingresso já no primeiro dia comemorou. “Graças a Deus eu consegui, foi cansativo, mas eu consegui e estarei lá (no Barbalhão) para ver o meu São Raimundo ser campeão brasileiro”, disse aos gritos o torcedor Marcos Eliomar da Silva.

Entre os apaixonados torcedores do Pantera também havia muitos do arque rival São Francisco, que pelo menos no domingo, serão alvinegros desde o nascimento. “Eu sou São Francisco de coração, mas vou torcer para o São Raimundo, pois é o nome da nossa cidade que está em jogo e se nós ganharmos todo mundo lá de fora vai aprender a nos respeitar”, declarou o torcedor Reinaldo Duarte.     
Enquanto os torcedores se acotovelavam na fila, o time alvinegro treinava no Estádio Barbalhão. Motivados, todos os jogadores da equipe estiveram em campo, inclusive o atacante Rafael Oliveira e o meia Del Curuçá que não participaram do treino anterior. Nos dois últimos coletivos, o técnico Lúcio Santarém fez alguns ajustes no setor de marcação. “Deu para fazer uma avaliada e melhorar o quesito marcação”, disse.

O jogador mais experiente do time, Luis Carlos Trindade, ressaltou que o trabalho foi intenso durante a semana, corrigiu os erros da última partida e vai entrar em campo consciente de que precisa vencer. “Já jogamos 90 minutos e passamos a conhecê-los (os jogadores do Macaé). Tivemos nossas falhas. Trabalhamos esta semana para concertar esses erros, mas na verdade é um outro jogo. Vai ser tudo diferente porque vamos jogar dentro de casa e precisamos vencer.” ponderou Trindade.

Sem muito mistério, o técnico Lúcio Santarém confirmou que deve mandar o São Raimundo a campo com Labilá, Ceará, Filho, Preto Marabá e João Pedro; Beto, Marcelo Pitibull, Michel e Luís Carlos Trindade; Déo Curuçá e Rafael Oliveira.

Em relação aos ingressos, o torcedor que ainda vai enfrentar fila durante o dia de hoje vai encontrar três valores: R$ 15,00 (arquibancadas descobertas), R$ 25,00 (arquibancadas cobertas) e R4 35,00 (arquibancadas centrais). (Juscelino Ferreira).

Publicado por: Albanira Coelho | 28/10/2009

Câmara Municipal de Santarém debate PEC 300

Homens do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar lotaram as galerias da Câmara de Vereadores de Santarém, na manhã da última segunda-feira, para participar de uma sessão de tribuna livre, cujo objetivo foi debater e carrear apoio em favor da aprovação do Projeto de Emenda Constitucional 300, ou “PEC 300” que atualmente tramita na Câmara Federal em Brasília.

O vice-presidente da Câmara, vereador Nélio Aguiar (PMN) disse que o objetivo dos parlamentares santarenos é dar apoio político, através do legislativo, à causa dos militares, daí a justificativa da sessão de tribuna livre. Durante a sessão, a tribuna da Câmara foi liberada para que os militares pudessem expor suas reivindicações em relação à apro0vação da PEC. “A gente acredita muito na aprovação da PEC 300. Existe uma mobilização nacional que já aconteceu em Santarém, através da sessão na Câmara”, destacou o vereador.

Durante a sessão também foi definido que no próximo dia 31 será realizada uma caminhada sob a coordenação dos policiais militares, com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para necessidade da aprovação da PEC. “Para que possamos ter policiais trabalhando, mas que estejam tranqüilos e que suas esposas e seus filhos estejam com direitos garantidos, como boa alimentação, educação e o seu orçamento familiar esteja dando garantia para sua subsistência é necessária a aprovação da PEC”, enfatizou Nélio Aguiar.

Já o sargento PM Clodoaldo Rêgo avalia que o grande diferencial da PEC 300 está na equidade de salários, pois uma vez aprovada a proposta vai possibilitar a isonomia salarial das policias do Brasil. Ele conta que a mobilização a favor da PEC já aconteceu em vários lugares do Brasil, como Rio de Janeiro, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e, no dia 20 de setembro último em Belém do Pará. “Em Santarém, no dia 31 deste mês será a grande manifestação em favor da PEC 300 e fomos à tribuna livre da Câmara para nos manifestar conforme a liberdade de expressão, de pensamento e colocar para a sociedade as nossas dificuldades”, declarou o policial, ressaltando que a sociedade deve apoiar os militares, sendo favorável à aprovação da PEC 300.

“Temos certeza absoluta de que o nosso trabalho está sendo viável e que a sociedade reconhecer a legitimidade da nossa luta, assim como a situação do policial militar motiva que está buscando uma dignidade de vida para a própria família”, concluiu o militar.

Para o subtenente da reserva Rosinaldo Rodrigues (Polícia Militar) é fundamental que toda a classe esteja unida na luta em favor da aprovação da PEC 300, pois ela representa a possibilidade de que o militar tenha uma remuneração mais justa e se dedique exclusivamente à segurança pública. Ele fez questão de convidar a todos os militares, inclusive os da reserva, para a grande mobilização do próximo dia 31, quando a classe vai reivindicar a aprovação da proposta pela Câmara dos Deputados. (Manoel Cardoso e Juscelino Ferreira).

 

Publicado por: Albanira Coelho | 28/10/2009

Comunitários do Arapiuns pedem apoio ao Ministério Público

Comissão formada por lideranças indígenas e moradores de comunidades que compõem a Gleba Nova Olinda, esteve em Santarém, na última segunda-feira, para pedir o apoio do Ministério Público Federal (MPF), contra a presença de madeireiros e plantadores de soja na região Arapiuns.

Há quase 20 dias aproximadamente 600 comunitários, especialmente da Gleba Nova Olinda, fazem protesto às margens do Rio Arapiuns, exigindo a regularização fundiária e ambiental daquela região, além da retirada dos madeireiros e produtores de grãos.
Desde o início do protesto, há duas semanas, os comunitários mantêm interditadas duas balsas carregadas com cerca de três mil metros cúbicos de madeiras que teriam sido extraídas de forma ilegal nas comunidades Repartimento, Vista Alegre e Prainha, todas localizadas dentro da gleba.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém (STTR), os manifestantes chegaram a interditar outras duas balsas, mas decidiram liberá-las no último final de semana, já que estavam vazias.
Cada vez mais organizados e determinados, os comunitários afirmam que já lhes basta apenas a regularização ambiental e fundiária da região e exigem também a retiradas das empresas madeireiras e dos plantadores de soja. “A partir de agora o nosso objetivo é a retirada de todos os empresários da Gleba Nova Olinda. Nós não aceitamos mais madeireiro nenhum na nossa região”, declarou o indígena Odair José.

A procuradora da República Naiana Fadul declarou que providências já estão sendo tomadas no sentido de dar uma solução para o impasse. Uma das primeiras medidas que o MPF tomou, segundo a procuradora, foi intervir junto aos órgãos federais responsáveis, especialmente junto à Fundação Nacional do Índio (Funai) para que o órgão conclua imediatamente o processo de demarcação das terras indígenas, o que deve colocar fim no conflito entre moradores e empresários.

Uma equipe de técnicos da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) esteve no local, semana passada, e após fiscalização constatou que a madeira interditada pelos comunitários é oriunda de planos de manejo liberados pelo órgão. Porém, os manifestantes reafirmam que a madeira foi extraída ilegalmente e que os fiscais da Sema foi induzidos ao erro. (J.F).

Publicado por: Albanira Coelho | 28/10/2009

Municipalização do Hospital regional está descartada

Durante a sessão especial que tratou sobre a crise no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), ontem (27), na Câmara Municipal de Santarém, a secretária de Saúde do Estado, Sílvia Comaru, descartou a possibilidade de municipalização do HRBA, como vinha sendo proposto pelo titular da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), José Antônio Rocha.

Logo na sua chegada à Câmara, a secretária foi abordada pela imprensa e mostrou-se bastante irritada quando foi questionada se a UTI neonatal do HRBA seria fechada. Em tom de revolta Sílvia Comaru classificou como mentirosa a pessoa que deu essa informação. Ainda  afirmou que o hospital não será municipalizado e que, por enquanto, não haverá contratação de concursados.

Questionada sobre a suspensão de vários serviços no HRBA, Sílvia Comaru declarou que algumas especialidades serão reativadas, porém, que os serviços de média complexidade terão que ser atendidos pelo Hospital Municipal de Santarém (HMS). “Esse hospital foi construído para ser regional, ou seja, para tomar conta da saúde dos 19 municípios da região, atendendo principalmente casos a alta complexidade”, declarou a secretária, responsabilizando o HMS pelo atendimento dos casos de média complexidade.

De acordo com Comaru, é de responsabilidade do HRBA, por exemplo, as cirurgias cardíacas e a hemodiálise, além de alguns procedimentos de média complexidade, como endocrinologia e reumatologia que no momento estão suspensos, mas devem ser reativados, a partir da repactuação com o município. Sobre a possibilidade de fechamento da UTI, a secretária disse que no momento estão sendo feitos alguns ajustes nos procedimentos, mas que isso não vai implicar no fechamento de nenhuma UTI. “Eu posso garantir que nenhuma UTI vai fechar no hospital regional e em nenhum outro hospital do estado, isso é um compromisso meu, como secretária de saúde”, afirmou.

Por mais de uma vez a secretária foi questionada sobre a convocação dos candidatos aprovados no concurso público e em todas elas respondeu que não haverá convocação. Já com relação aos servidores que foram demitidos no auge da crise no HRBA, Sílvia Comaru declarou que alguns serão readmitidos e outros não. De acordo com ela, serão chamados de volta somente os funcionários que trabalhavam com as especialidades que devem ser reativadas.

Sobre a redução das verbas destinadas ao HRBA, a secretária se limitou a dizer que o estado está revendo as metas de todos os hospitais regionais e rediscutindo o perfil de cada hospital, pois essas unidades foram construídas sem levar em consideração a característica epidemiológica da população local. Sílvia só não explicou se o HRBA vai continuar sob a responsabilidade da empresa Pró-Saúde ou será entregue a uma outra organização social.  (Juscelino Ferreira). 

Publicado por: Albanira Coelho | 23/10/2009

Vereador denuncia olarias de Santarém

Preocupado com o tráfego constante de caçambas carregadas com argila, nas proximidades das obras da construção do novo terminal fluvial de Santarém, conhecido como porto do DER, na área da antiga Tecejuta, o vereador Carlos Jaime (PT) denunciou a prática do transporte do produto que é extraído da região do Tapará para atender a olarias localizadas às margens da rodovia Curuá-Una. 

O vereador conta que no início desta semana recebeu inúmeras denúncias de moradores de bairros próximos que estão se sentindo prejudicados com o descarregamento da argila originária da zona ribeirinha. De acordo com o petista, até o momento não há comprovação de que o Ibama esteja acompanhando o processo de extração e transporte do produto. “Não só o Ibama, como as secretarias estadual e municipal de Meio Ambiente devem acompanhar o caso”, disse o parlamentar.

Carlos Jaime informou que na sessão da última quarta-feira, apresentou um requerimento à mesa diretora da Câmara, com a proposta de que o documento seja encaminhando aos órgãos competentes, para que possam fiscalizar todo o processo desde a extração até o transporte do material. Ele enfatiza ainda que o transporte constante do produto pode comprometer a estrutura asfáltica da Rua Tocantins e da Travessa Professor José Agostinho, além de prejudicar a saúde dos moradores, por conta da proliferação do “Cauixi”.    

“Vamos encaminhar o requerimento para os órgãos competentes, para que possam tomar as devidas providencias”, declarou o político, denunciando que a argila está abastecendo cerâmicas que estão localizadas às margens da rodovia Santarém-Curuá-Una. “Sabemos que esse material vai em direção ao bairro da Jaderlandia e imaginamos que pertença às cerâmicas que estão localizadas naquele trecho. Vamos tomar conhecimento de fato, para fazermos todo esse procedimento”, afirmou Carlos Jaime. (Manoel Cardoso).        

Publicado por: Albanira Coelho | 23/10/2009

Conflitos em Nova Olinda se arrastam há oito anos

Localizada entre os municípios de Santarém e Juruti, no Oeste do Pará, a gleba Nova Olinda é palco de conflitos entre madeireiros, grileiros e comunidades ribeirinhas desde 2002, quando se instalou naquela região um consórcio formado por 50 plantadores de soja oriundos dos estados de Mato Grosso, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

O objeto de cobiça e motivo dos conflitos é uma área de 169.478,10 hectares que pertence ao Estado e que deveria estar sob a responsabilidade do Instituto de Terras do Pará (Iterpa). De acordo com denúncias feitas pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém (STTR) e pelos próprios comunitários, dezenas de famílias já foram expulsas das terras onde moravam. Essa ação começou ainda no início da década, quando a região foi invadida por sulistas que agora se dizem donos das terras. (J.F). 

Publicado por: Albanira Coelho | 23/10/2009

Comunitários mantém protesto no Rio Arapiuns

Dedes a semana passada cerca de 300 trabalhadores rurais estão acampados em uma praia, às proximidades da comunidade São Pedro, na região do Rio Arapiuns, município de Santarém. A ação é um protesto dos moradores da gleba Nova Olinda contra a exploração ilegal de madeira e a destruição da floresta naquela área. Eles também reivindicam a regularização fundiária e ambiental das terras, pois madeireiros e grileiros estariam invadindo a área e até expulsando moradores antigos.

Logo no primeiro dia de protesto (12/10) os comunitários interditaram duas balsas carregadas com madeira, supostamente ilegal, extraída de áreas que ficam dentro da gleba. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém (STTR), um total de 25 comunidades participam do protesto. O objetivo da ação, segundo a entidade, é chamar a atenção do governo do estado para o caos fundiário e ambiental que se instalou na Nova Olinda desde a chegada de empresas madeireiras e plantadores de grãos à região do Arapiuns.

Desde o início do protesto os comunitários reivindicam a presença do Estado e prometem permanecer no local, caso os órgãos responsáveis pelas questões fundiária e ambiental no estado, o Instituto de Terras do Pará (Iterpa) e Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) não se manifestem. De acordo com o ex-vereador de Santarém e agora morador da comunidade de São Pedro, Livaldo Sarmento, os comunitários exigem que os governos estadual e federal se pronunciem sobre a legalidade da madeira e estabeleça um regime permanente de fiscalização na região do Arapiuns.

O ex-vereador informou também que a madeira retida pelos comunitários é oriunda de pelo menos três comunidades, Repartimento, Prainha e Vista Alegre, que estão localizadas dentro da gleba. Ele confirmou que uma das principais reivindicações é a presença do estado para dialogar com os moradores, que por sinal, já interditaram outras duas balsas vazias que passavam pelo local.    

Em resposta às reivindicações dos moradores, o estado enviou a Santarém, na manhã de ontem, uma equipe de fiscalização da Sema que já seguiu para a região do Arapiuns, a fim de averiguar as denúncias e se for o caso fazer uma fiscalização na área do conflito. Na passagem por Santarém, os fiscais do órgão declararam que a madeira é de origem legal, pois teria sido extraída de dois planos de manejo autorizados pela Sema. Até o final da tarde de ontem os fiscais não haviam retornado da região e a informação repassada pelo STTR era de que o protesto continuava. (Juscelino Ferreira). 

Publicado por: Albanira Coelho | 21/10/2009

Secretário de Planejamento fala das principais ações do governo

Abaixo você acompanha as pergunas e respostas feitas pelo repórter Juscelino Ferreira ao secretário Everaldo Martins sobre o atual governo:

Agência Podium – Que medidas o governo municipal está tomando diante da possibilidade de desativação do aterro sanitário de Perema?

Everaldo Martins Filho – Ontem nós estivemos fazendo uma visita ao aterro, eu a secretária de Infraestrutura, o secretário de Governo e representantes da empresa que faz a limpeza pública em Santarém, com o objetivo de saber quais as medidas que serão adotadas imediatamente para que o Ministério Público Estadual novamente se sinta contemplado do ponto de vista da segurança ambiental que precisa ter o aterro sanitário.

AP - E quais as medidas que já estão sendo adotadas?

EMF – uma das medidas imediatas que estão sendo tomadas é o fechamento das células antigas e a abertura de novas, pois nós não dispomos de uma outra área para servir como aterro sanitário. Mas é importante lembrar que o aterro está funcionando naquele local, porque houve uma decisão técnica orientando o então prefeito Lira Maia a instalar o aterro naquele local, pois segundo essa decisão, aquele era o melhor lugar para esse tipo de atividade. Hoje, porém, nós temos certeza que não há contaminação do lençol freático, pois foram construídos três poços de coleta de onde há cada dois ou três meses são retiradas amostras do lençol e do igarapé para verificar se há contaminação, seja bacteriológica ou química, contudo as informações que nós temos, através da Secretaria Municipal de Infraestrutura é de que não há contaminação, portanto, o que está sendo feito no local ainda é seguro do ponto de vista ambiental.

AP - O Ministério Público alega que o aterro está funcionando sem licenciamento ambiental, o que tem a dizer em relação a isso?

EMF - Nesta manhã (ontem, 20) o engenheiro sanitarista João Santos está numa reunião em Belém, com o secretário adjunto de Meio Ambiente, justamente para tratar desse licenciamento que a gente precisa atualizar. E volto a repetir, nós estamos trabalhando no sentido de contemplar as demandas apresentadas pelo Ministério Público, pois não há outro local para depositar o lixo produzido pela população de Santarém.

AP – Caso se confirme a desativação do aterro, por meio de uma decisão de judicial, que medidas a Prefeitura pretende adotar para dar destinação ao lixo?

EMF – A Prefeitura vai conversar com todos os órgãos envolvidos na questão, inclusive o Ministério Público Estadual, para ver se eles têm uma proposta de área tecnicamente melhor do que a que nós temos, porque nós afirmamos que essa área que foi escolhida há alguns anos, na gestão do ex-prefeito Lira Maia, ela está correta do ponto de vista da segurança ambiental, principalmente com o processo que nós estamos adotando de utilização da área, abrindo células, fechando células e fazendo o exame constante do lençol freático e da água do igarapé.     

AP – Quando deve começar o processo de implantação do novo cemitério de Santarém?

EMF -  Nós estamos fechando o projeto e vamos executá-lo nos próximos meses, temos a  questão da diminuição de receita, já esse é um projeto executado com recursos do tesouro municipal, mas com certeza dentro dos próximos 12 meses nós vamos instalar o novo cemitério da cidade na área que a Prefeitura já apropriou e inclusive pagou. Essa área está localizada no bairro do Mararu, próximo ao cemitério daquele bairro e mede cerca de 32 hectares. Ela custou aos cofres do município algo em torno de R$ 70 mil. Leia Mais…

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